O IMPACTO DO 11 DE SETEMBRO NA ECONOMIA

11 de Setembro, uma data inesquecível nos Estados Unidos de America, esta que é a maior economia do mundo e responsável por uma grande parte de liquidez no mercado Forex através das grandes movimentações na Bolsa de Valores de Nova York.

Naquele dia a bolsa de Nova York ainda não tinha iniciado o pregão e se manteve fechada durante toda a semana, retornando apenas no dia 17 de setembro. Essa foi a maior paralisação desde a Grande Recessão nos EUA, em 1929. “O consenso dos reguladores e bolsas foi de que a realização de pregões sob aquelas condições seria mais prejudicial aos mercados do que um completo fechamento do ambiente de negociações”, recorda Rodrigo Lima, analista de investimentos da Stake.

Ao retomar os pregões, o índice Dow Jones encerrou a semana com queda acumulada de 14,1%, o índice S&P 500 em baixa de 11,6% e o Nasdaq caiu 16%, gerando perdas de US$ 1,4 trilhão no mercado acionário.

No Brasil, o Ibovespa operou por apenas 1 hora e 15 minutos, encerrando o pregão às 11h15, com queda de 9,17%. Assim como no Brasil, a maioria das bolsas mundiais foram fechadas até o dia seguinte após o ocorrido. “O Ibovespa teve prejuízos superiores a 15% e o DAX, principal índice da bolsa alemã, amargou perdas superiores a 18%”, conta Lima, da Stake.

Apesar dos impactos negativos para o mercado, o S&P 500 subiu quase 4 vezes desde aquele dia.
Neste sábado, dia 11 de setembro de 2021, o E-Investidor recorda o evento que impactou o mercado financeiro e as lições que foram aprendidas desde então.

Muitos brasileiros que atuam no mercado de capitais presenciaram a movimentação naquele dia 11. Apesar de a propagação de informações não ter sido tão intensa como a digitalização atual permite nos dias de hoje, as televisões e os sistemas prontamente mostraram o impacto do acontecimento.
“A sensação foi pior do que perder dinheiro. Foi um sentimento diferente, como se as pessoas tivessem perdido a segurança e ficado sem chão”, descreve George Wachsmann, sócio-fundador e CIO da Vitreo, que trabalhava no Unibanco durante o atentado e tinha acabado de concluir seu mestrado naquele mesmo ano nos Estados Unidos.
Para Wachsmann, ter ativos diversificados e outros voltados para proteção no portfólio foi o aprendizado prático. Ele destaca que é desafiador, como ‘um tapa na cara’, saber que não é possível prever todos os acontecimentos. “O que é fundamental para ultrapassar momentos de crise é ter estômago. As crises vêm, mas elas passam”, diz.

Segundo Rodrigo Natali, diretor de estratégia da Inversa, contar com a possibilidade da ocorrência de eventos não lineares e saber que o tempo pode retomar os resultados, são os principais legados que a turbulência deixou nos últimos vinte anos. Natali relembra que comprou 20 contratos do Ibovespa futuro por conta de um pacote de estímulos anunciado no Japão na segunda-feira anterior ao atentado. Com a queda logo após o evento fatídico, ele fez a venda na tentativa de reduzir as perdas.

“Eu acompanhava o mercado em uma tela de uma corretora que ficava em um dos prédios das Torres Gêmeas. De repente, a tela apaga e em cinco minutos o S&P 500 começa a despencar depois de ter subido cerca de 1,5%”, narra o estrategista. “Ouvi ‘oferta de compra de mil contratos’ de um operador de pregão. Curiosamente, como conhecíamos os rostos, sabia que era uma oferta vinda do Paulo Guedes, atual ministro da Economia.”

No final do 11 de setembro, Natali perdeu cerca de R$ 100 mil. Por outro lado, quem comprou os contratos do índice, como o próprio Guedes, certamente recuperou as perdas ao longo do tempo

O impacto do atentado terrorista ao mercado financeiro foi instantâneo. Segundo Lima, da Stake, não houve um índice amplo de ações no planeta que passou incólume pelo evento. “O dólar perdeu força globalmente e o petróleo disparou com o temor de que os ataques impactassem o fornecimento da commodity a nível global”, afirma Lima.

As lições e aprendizados do período de intensa instabilidade ainda são levados em consideração em outras crises econômicas, como visto mais recentemente durante o início da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: eInvestor


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